MANUAL DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS
Sobre o Livro
Ao longo dos últimos anos tem sido preponderante o aumento do conhecimento técnico envolvendo as ciências do meio ambiente, incrementado pela crescente preocupação em preservar os recursos naturais do planeta que, em muitas regiões, já se encontram em franco processo de degradação.
Particularmente no que tange ao surgimento de um novo entendimento direcionado à necessidade em se aplicar conceitos modernos de prevenção à poluição, aliada às novas técnicas de tratamento de efluentes emergem de imediato primeiramente as chamadas tecnologias limpas que nada mais são que adoção de procedimentos sustentaveis na seleção das matérias primas e dos processos produtivos capazes de gerar menos resíduos e de consumirem menos energia.
As formidaveis torrentes de efluentes líquidos e resíduos sólidos que outrora emanavam em grandes quantidades de um dado processo industrial já começam a ser consideradas coisas do passado. Hoje, a tendência é a produção mais limpa, ou seja a minimização e a produção de efluentes menos energéticos e menos tóxicos ou passiveis, inclusive, de serem reutilizados no próprio processo produtivo ou em utilidades, capacitando a industria á competitividade, respeitando-se o meio ambiente.
No que tange especificamente ao tratamento de efluentes, os processos e equipamentos atualmente disponíveis permitem não só atender aos padrões legais de qualidade, cada vez mais restritivos, como também aos padrões de reuso até mesmo com finalidades potáveis. Existem à disposição do mercado inúmeras tecnologias de ponta abrangendo processos físicos, químicos e biológicos convencionais e avançados propiciando a um despejo industrial específico a adoção de sistemas de tratamentos eficientes tanto em bases técnicas como econômicas. l
A finalidade deste Manual é proporcionar aos profissionais interessados em conhecer as nuances que envolvem o tratamento de efluentes industriais um rol de informações acerca das potencialidades e limitações dos vários processos e operações unitárias utilizados na depuração de diferentes tipos de águas residuais industriais, ao mesmo tempo orientar na elaboração de estudos e projetos visando a aquisição, implantação, reabilitação e operação de sistemas de tratamento.
O Manual , prioritariamente dirigido à industria , é constituído por 18 capítulos abordando temas especialmente selecionados em função das necessidades dos usuários industriais na condução do processo de controle de poluição no que tange particularmente a tratamento de efluentes e reuso de água.
SUMÁRIO
O Capítulo I – CONCEITOS GERAIS discorre sobre uma nova visão quanto à conceituação de despejos industriais, envolvendo a prevenção à poluição e a minimização de despejos; aborda alternativas de disposição final de efluentes, além de uma breve descrição dos processos físicos, químicos e biológicos de depuração.
O Capítulo II- LEGISLAÇÃO BÁSICA RELATIVA AOS DESPEJOS INDUSTRIAIS discorre sobre a legislação básica ambiental aplicada ao controle de poluição industrial. Inicia com um histórico sobre as normas ambientais , citando os principais diplomas que nortearam o arcabouço jurídico ambiental brasileiro. Trata de aspectos ligados ao licenciamento ambiental e identifica os órgãos afetos ao Sisnama;
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O Capítulo III- AMOSTRAGEM DE AGUAS SUPERFICIAIS E EFLUENTES trata da avaliação quantitativa de despejos industriais e águas pluviais contaminadas. Apresenta os vários tipos de dispositivos de medição de vazão e a formulação necessária para o cálculo das vazões.
O Capítulo IV-AMOSTAGEM DE AGUAS SUBTERRANEAS apresenta toda uma metodologia para a realização de amostragens de águas e efluentes industriais, bem como de águas do sub solo em poços de monitoramento.
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O Capítulo V- ENSAIOS DE TRATABILIDADE discorre sobre ensaios de tratabilidade , físicos, físico- químicos e biológicos, envolvendo jar test, flotação, lodos ativados, ozonização e outros destinados à obtenção de parâmetros de projeto e determinação da performance de tratamento.
O Capítulo VI- AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE DESPEJOS INDUSTRIAIS trata da avaliação quantitativa de despejos industriais e águas pluviais contaminadas. Apresenta os vários tipos de dispositivos de medição de vazão e a formulação necessária para o cálculo das vazões.
O Capítulo VII- AVALIAÇÃO QUALITATIVA DE DESPEJOS INDUSTRIAIS trata da avaliação qualitativa dos despejos industriais, envolvendo a identificação e a descrição dos vários parâmetros, convencionais e não convencionais de natureza, física, química e biológica.
O Capítulo VIII- GRAU DE TRATAMENTO fornece informações acerca do grau de tratamento requerido para o efluente tratado em função dos padrões legais de emissão e de qualidade. Apresenta metodologia para a a avaliação do perfil sanitário de um corpo de água, e descreve o sistema de controle baseado no IQA.
O Capítulo IX- TRATAMENTOS FÍSICOS dá início às informações acerca dos processos de tratamento de efluentes, abordando tratamentos preliminares com a adoção de métodos físicos de depuração, como gradeamentos, peneiramentos, equalização e separação água/óleo. . Apresenta critérios de dimensionamento destas unidades.
O Capítulo X- AJUSTE DE pH E NEUTRALIZAÇÃO discorre sobre os processos de neutralização e acerto de pH, fornecendo, inclusive, as principais características dos produtos químicos utilizados.
O Capítulo XI- PROCESSO FÍSICO-QUÌMICOS DE CLARIFICAÇÃO aborda os processos de tratamentos físico- químicos, enfatizando os mecanismos de coagulação, floculação e a capacidade deste método na remoção de carga orgânica e poluentes específicos, (metais pesados, cianeto, arsênico, boro, fluoreto, fósforo etc). Apresenta também as características dos principais coagulantes e floculantes utilizados no processo. Introduz o conceito de separação de fases através de flotação a ar dissolvido.
O Capítulo XII- TRATAMENTOS BIOLÓGICOS adentra no tratamento biológico, particularmente no processo de lodos ativados como depuradores de matéria carbonácea, nitrogenada e até de muitos compostos orgânicos persistentes. Ensina a marcha de cálculo para determinar consumos de oxigênio e equipamentos de aeração.Aborda também tratamentos anaeróbios alem de outras formas biológicas de depuração
O Capítulo XIII- TRATAMENTO POR ADSORÇÃO
aborda carvão ativado e resina de troca iônica como mecanismos de separação de constituintes indesejáveis dos despejos por adsorção.
O Capítulo XIV- TRATAMENTO POR MEMBRANAS adentra no campo dos processos de separação envolvendo membranas , incluindo micro, ultra e nanofiltração, além da osmose reversa.
O Capítulo XV-TRATAMENTO ELETROQUÍMICO E TROCA IONICA trata de processos eletrolíticos de depuração incluindo eletrodialise reversa .
O Capítulo XVI- TRATAMENTO POR PROCESSOS QUIMICOS OXIDATIVOS aborda os processos oxidativos incluindo cloração, ozonização e peróxidos e UV, assim como a combinação deles como geradores do íon hidroxila (POA).
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O Capitulo XVII- DESTINAÇÃO FINAL DE RESIDUOS SÓLIDOS ORIÚNDOS DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES aborda os residuos sólidos gerados no tratamento de efluentes, bem como os processos de destinação final de lodos, envolvendo aterros e tratamentos térmicos de destruição
O Capitulo XVIII- QUALIFICAÇÃO DE LABORATORIOS aborda as melhores práticas ambientais e processos de certificação.
Sobre o Autor
O Autor do Manual de Tratamento de Efluentes Industriais, Engº José Eduardo W. de A. Cavalcanti , engenheiro químico, formado pela Escola de Engenharia Mauá, 1968, é titular do Grupo Ambiental, constituído de empresas de laboratórios, de engenharia de projetos e de destinação de resíduos por co- processamento.
É presidente da Abralam- Associação Brasileira de Laboratórios Acreditados, que congrega laboratórios ambientais certificados.
É membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Engenharia, do Instituto Mauá de Tecnologia e do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp.
È autor do livro, juntamente com o Engº P.M.Braile, do Manual de Tratamento de Águas Residuarias Industriais, livro patriocinado pela CETESB, com 750 páginas, com tiragem de 12000 exemplares em três edições esgotadas (1979, 1983 e 1994).
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